O bloqueio de praça é uma prática antiga no futebol, tão antiga quanto as transmissões ao vivo na televisão. Afinal, no passado os dirigentes dos clubes nutriam verdadeiro ódio das telinhas, enxergadas como inimigas da venda de ingressos e arrecadação com bilheteria. Não se enxergava ainda o tamanho que a TV teria no orçamento dos times um dia.

Mas, hoje em dia, o bloqueio de praça faz pouco sentido. A maioria dos jogos transmitidos pela Globo para São Paulo e Rio de Janeiro em TV aberta no Brasileirão 2019 ocorreram nos próprios estados, com sinal aberto e tudo. Porém, na TV por assinatura, a prática segue firme e forte.

Como estratégia para vender PPV, mas também com clubes ainda pensando em bilheteria, os canais SporTV e TNT são obrigados a fechar o sinal de suas transmissões para o estado inteiro onde a partida é realizada. Sim, tanto faz se você mora a 100 metros do estádio, ou a 600 km. Se for no mesmo estado, nada de autorização para transmissão.

Em tempos de pandemia, com crise econômica e jogos realizados sem público, o bloqueio de praça vira uma maldade ainda maior. É absurda. Faz com que duelos como Santos x Athletico, Athletico x Palmeiras, entre outros, que têm transmissão garantida na TV paga, fiquem no escuro nos estados onde são realizados por causa da falta de acordo do Furacão com a Globo pelos direitos de PPV. O torcedor não tem opção de ver nem pagando. E, claro, óbvio, tampouco pode ir ao estádio.

Esse é o tema do novo vídeo do Blog do Allan Simon no YouTube. Confira abaixo e deixe seu comentário:

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